DISCOVER Arte nas Capas dos Discos

Décadas de Arte

Anos 60

70s

80s

A revolução psicodélica e conceitual das capas,

As ilustrações conceituais dos anos 70

Na era dos anos 80, as capas ganharam novas abordagens gráficas e experimentais.

Galerias

História Visual

A curated exhibition of vintage vinyl album covers displayed on a textured dark charcoal wall in a modern art gallery in Brazilian / South American context, warm spotlighting illuminating graphic cover art.
A curated exhibition of vintage vinyl album covers displayed on a textured dark charcoal wall in a modern art gallery in Brazilian / South American context, warm spotlighting illuminating graphic cover art.

O Discover é um arquivo dedicado a preservar a riqueza estética das capas de disco que marcaram gerações, da era de ouro do vinil à virada do milênio.

Publicamos artigos e análises da arte conceitual e curiosidades para antigos e futuros colecionadores e admiradores de música .

Antigamente se dizia que o álbum era uma das grandes invenções do século passado, mas a música não é tudo. A capa do álbum é uma obsessão cultural desde que os discos de vinil se popularizaram na década de 1950, embalados inicialmente em capas de papelão, os músicos e os fãs começaram a se fascinar pela arte que aparecia nessas capas. Quando os Beatles revolucionaram o mercado com a capa de Sgt. Pepper , em 1967, ela se tornou uma forma de expressar visualmente a origem da música e sua importância. Mas a arte da capa do álbum continuou evoluindo. Então, vamos celebrar essa arte: as melhores capas de álbuns de todos os tempos, em todas as categorias imagináveis. Mas todos esses álbuns têm um visual único que lembra o som. As capas mais inesquecíveis se tornam parte da música. O que faz da capa de um álbum, um clássico? Os Beatles atravessando a rua ou imagens icônicas e semiabstratas, como os álbuns do Pink Floyd. Muitas dessas capas são de fotógrafos, designers e artistas lendários, como Andy Warhol, Annie Leibovitz, Storm Thorgerson, Peter Saville e Bansky. Algumas trazem simbolismos cósmicos para os fãs decifrarem, outras apostam no poder da criatividade. Mas todas são imagens clássicas que se tornaram parte crucial da história da música. E todas mostram por que não há fim para o longo caso de amor do mundo com os discos.

Artigos em Destaque

Análises detalhadas sobre capas emblemáticas, designers mais criativos e a evolução da estética das embalagens de discos ao longo de quatro décadas.

Era Beatles

Como o quarteto de Liverpool revolucionou o conceito visual das capas nos anos 1960.

Design Anos 70

O surgimento de capas com mensagens e a explosão da criatividade ousada na época.

A transição para o design digital e o apelo estético nas capas no fim da era analógica.

Anos 80

Onde começou a Revolução?

Por acaso, os Beatles mudaram a história das capas dos discos. Quando na preparação da capa de Rubber Soul entre tantas fotos tiradas para a capa do álbum, uma das fotos acabou sofrendo uma deformação na sua revelação. E foi justamente essa foto inusitada e deformada, a escolhida. A imagem mostra os quatro membros em uma foto posada porém, distorcida e alongada, causando um efeito nunca visto até então. A capa do disco também dava a intenção de mudança no som da banda. Rubber Soul também foi o primeiro álbum em que não aparece o nome da banda, considerado ousado na época.

No início dos anos 60 as capas geralmente apresentavam apenas uma fotografia do artista em poses tradicionais.

ANOS 60 DESCOBERTA DAS POSSIBILIDADES

ANOS 60 EVOLUTION

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ANOS 60 CRIATIVIDADE

A capa do álbum Strange Days (The Doors, 1967), foi fotografada por Joel Brodsky , retrata um grupo de artistas de rua em Nova York próximo à Rua 36 Leste, entre a Avenida Lexington e a Terceira Avenida, em Manhattan. Como não foi possível encontrar artistas de rua para todos os papéis, o assistente de Brodsky fez o papel de malabarista, enquanto um taxista aleatório recebeu US$ 5 para posar tocando trompete. Dois anões gêmeos foram contratados, No entanto, uma foto da banda aparece em um pôster ao fundo com legendas contendo o nome da banda e do álbum. A maioria das lojas de discos colocou adesivos na capa para ajudar os clientes a identificá-lo.

Deep Purple III (1969) lançou o álbum em uma capa dupla minimalista, envolta por uma ilustração da pintura de Hieronymus Bosch "O Jardim das delícias terrenas" pintado no final do século XV representando o Inferno de forma simbólica. A gravadora enfrentou dificuldades devido ao uso da pintura pertencer ao Museu do Prado. A capa foi erroneamente percebida nos EUA como antirreligiosa, apresentando cenas imorais, e, portanto, foi rejeitada ou mal recebidapor muitas lojas de discos. A pintura original é colorida, embora tenha aparecido no LP em preto e branco devido a um erro de impressão no layout original, e a banda optou por mantê-la assim.

LED Zeppelin I - O desenho exclusivo da capa é de autoria do designer gráfico George Hardie que foi contratado para criar uma gravura do desastre aéreo do dirigível Hindenburg, em 1937. Em uma folha de papel vegetal, ele desenhou uma interpretação Zeppelin caindo em chamas, que se tornou uma imagem em preto e branco. Esta era a centelha criativa de desenho que deu afirmação e ingresso ás capas e músicos juntos na década de 1960.

In the Court of the Crimson King (1969) é considerada uma Obra de arte. Barry Godber pintou o desenho da capa do álbum. Ele usou seu próprio rosto, visto através de um espelho, como modelo. Ao verem esta pintura a banda adorou. O rosto do lado de fora da capa é o Homem Esquizofrênico e, do lado de dentro, é o Rei Carmesim. Se você cobrir o rosto sorridente, os olhos revelam uma tristeza incrível. O que mais se pode acrescentar? Alguns críticos chamaram a arte da capa de "assustadora"